O Bleeza acredita que uma das melhores maneiras de valorizar este 8 de março é reconhecendo e destacando o trabalho, a atuação ou a vida de outras mulheres.

A gente sabe que o mundo está repleto de profissionais, mães, filhas, amigas e personalidades públicas com histórias inspiradoras — às vezes, cada mulher é tudo isso junto! Por isso, convidamos as mulheres do Bleeza para compartilhar outras mulheres e o motivo de admiração!

Índice — neste artigo você vai encontrar:

  1. Barbara: Lilia Schwarcz
  2. Julia: Greta Thunberg
  3. Ana: Jaqueline Goes de Jesus
  4. Mellanie: Michelle Obama
  5. Amanda: Sara Ramirez
  6. Camila e Ágatha: Malala Yousafzai
  7. Anelise: Marta da Silva
  8. Mayara: Maria da Penha

Barbara: Lilia Schwarcz

Lilia Schwarcz é uma historiadora e antropóloga brasileira. É doutora em antropologia pela Universidade de São Paulo (USP), co-fundadora da Companhia das Letras e professora titular da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.

Em uma área de estudo que sempre foi constituída majoritariamente por homens, Lilia se destaca por trazer uma visão crítica das raízes históricas do Brasil, trabalhando com temas como racismo, gênero, patrimonialismo e desigualdade social.

Em todos os seus textos, Lilia Schwarcz nos faz repensar a forma como vemos a história e a cultura do Brasil. Em minha opinião, ela é uma das maiores intelectuais da atualidade quando se trata de Ciências Sociais e um exemplo da importância da mulher no meio acadêmico.

Julia: Greta Thunberg

Aos 17 anos, Greta Thunberg se tornou a imagem do ativismo contra o aquecimento global e a degradação do meio-ambiente.

A jovem, natural da Suécia, possui síndrome de Asperger, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade e transtorno obsessivo-compulsivo.


Em 2018, criou a greve escolar pelo clima: optou por suspender seu ano letivo e protestar em frente ao parlamento sueco durante o horário das aulas, exigindo atitudes contra as mudanças climáticas. Ela foi escolhida como a personalidade do ano pela revista Time no ano seguinte.

Greta representa uma geração consciente e mesmo durante a adolescência não teve medo de se expor e lutar pelo que acredita. Quero ser ela quando crescer.

Ana: Jaqueline Goes de Jesus

Jaqueline Goes de Jesus coordenou a equipe que, em apenas 48 horas, sequenciou o genoma do novo coronavírus. Biomédica, mestra e doutora, a pesquisadora já fez parte de outros projetos muito relevantes em relação ao Zika. 

Junto a uma equipe predominantemente de mulheres, Jaqueline é uma presença necessária em meio a um cenário que ainda associa a medicina e a pesquisa de laboratório aos homens. Ela desenvolve pesquisas como bolsista de pós-doutorado, evidenciando o quanto o incentivo à academia e educação trazem retornos, em nível mundial, à sociedade.

É importante saber que as mulheres sempre estiveram nas ciências, produzindo e construindo saberes, mas que o reconhecimento e o registro de suas histórias foi apagado. Por isso, Jaqueline representa a resistência para a educação, pesquisa e valorização do trabalho da cientista.

Mellanie: Michelle Obama

Michelle Obama foi primeira dama dos Estados Unidos entre os anos de 2009 e 2017. Entretanto, ao contrário do que muitos podem pensar, sua vida não se resume a esse título. 

Ela nasceu em Chicago e teve uma vida humilde ao lado se sua família. Vivenciou muitas vezes o preconceito e a segregação, lutando diariamente por seu lugar e — principalmente — por sua voz e liberdade.

Michelle é o exemplo de uma pessoa que utilizou sua visibilidade para o bem e para motivar e auxiliar pessoas, especialmente mulheres. 

Um de seus discursos, na Argentina, viralizou nas redes sociais alguns anos atrás. Nele, ela falou para as jovens sobre educação, igualdade de gêneros e a importância das mulheres na sociedade. 

Esse é apenas um dos exemplos que reforça que Michelle é uma personalidade muito importante para as causas e lutas feministas no século XXI. Assim, sendo um grande exemplo e motivação para milhares de mulheres.

Amanda: Sara Ramirez

Sara Ramirez é atriz, cantora e ativista social. Começou sua carreira na Broadway, realizando musicais e encantando a todos com sua incrível voz. Foi “descoberta” em uma de suas peças e foi contratada pela ABC para atuar como Callie Torres em Grey’s Anatomy, quando ficou mundialmente conhecida.

Depois disso, Sara se assumiu bissexual e luta (muito) até hoje para que mais e mais pessoas possam ter seus direitos respeitados.

Seus discursos são recheados de amor e compaixão, e ela utiliza da sua influência para poder tocar e influenciar pessoas. Luta para que os jovens possam ser cada vez mais e mais ouvidos e respeitados. Ela focou todo seu dinheiro e fama para explanar direitos humanos e falar por quem não pode.

Camila e Ágatha: Malala Yousafzai

Malala Yousafzai, tem 17 anos e foi a pessoa mais jovem a ganhar o prêmio nobel da paz pela sua luta ao garantir o direito à educação e direito das meninas.

Em 2007, o Talibã tomou conta do povoado de Malala, sendo contrários a educação das mulheres e decretando que meninas não podiam frequentar escolas. 

Foi aqui que a jovem  levantou a voz e começou a escrever sobre a repressão e o regime, além de  defender publicamente o direito das mulheres. 

Em 2012, Malala ficou conhecida mundialmente por ter sofrido um atentado enquanto voltava da escola no Paquistão. Ela levou um tiro à queima-roupa na cabeça, ficando em estado grave. 

Após sua recuperação, criou o fundo Malala organização que reivindica a educação e a inclusão social das mulheres e segue lutando até hoje pelo direito de estudar, além de inspirar pessoas ao redor do mundo com o discurso que  “uma criança, um professor, uma caneta e um livro podem mudar o mundo”.

Anelise: Marta da Silva

Quando recebi o desafio de escolher uma mulher que me inspira, logo pensei em escolher a melhor, mas sem ser tão clichê. Sempre adorei futebol e fui incentivada desde menininha a me ingressar nessa paixão. Por isso, é claro que a minha escolha não poderia ser diferente: Marta.

Gostaria de destacar o fato que quase nunca é falado: Marta fez mais gols com a camisa amarela do que Pelé, Kaká, Ronaldo e Neymar. 

Na verdade, ela não só superou os brasileiros, mas todos os homens. Isso mesmo, doa em quem doer: Marta foi a pessoa que mais fez gols em copas do mundo (em segundo lugar está o Klose, da Alemanha). 

Isso confere a nossa rainha o título de Artilheira (com A, no final) das Copas com 17 gols marcados ao longo de 5 torneios mundiais.  

Hoje, no dia internacional da mulher, quero falar sobre futebol. A notícia para o Brasil é uma só: o(a) melhor jogador(a) de futebol do mundo é uma mulher alagoana que se tornou símbolo da busca por igualdade no esporte. E ela fez isso usando um par de chuteiras e batom. 

Afinal de contas, nada pode ser mais feminino do que uma mulher lutando por seus direitos, esteja ela em qual campo estiver.

Mayara: Maria da Penha

Foi pela história, luta e persistência de Maria da Penha que, hoje, o Brasil conta com uma legislação específica aos casos de violência doméstica. Levou cerca de 20 anos para que seu marido, o agressor, fosse devidamente punido pelos inúmeros atos de violência física e psicológica, incluindo tentativas de assassinato.

Maria da Penha Maia Fernandes, nasceu no dia 1 de Fevereiro de 1945, em Fortaleza, CE. Tem formação acadêmica em Farmácia e Bioquímica, pela Universidade Federal do Ceará e mestrado em Parasitologia de Análises Clínicas.

Casou-se em 1974 com um colombiano chamado Marco Antônio Heredia Viveros, com quem teve 3 filhas. Após conseguir sua nacionalidade brasileira, Marco Antônio passou a agredir, humilhar e trair Maria da Penha. As violências só cresciam, ao ponto que em 1983 ele baleou a esposa enquanto ela dormia. Como consequência, ela ficou paraplégica e teve de passar por inúmeras cirurgias e internamentos.

Entre os avanços de sua luta, em 7 de agosto de 2006, foi sancionada a Lei nº 11.340, intitulada como Lei Maria da Penha.

A história de Maria da Penha é um alerta e pode servir para milhares de mulheres que passam pelo mesmo que ela passou. Ela ainda luta pela conscientização de mulheres em relação às violências de gênero. 

Maria da Penha é mulher guerreira e inspiradora, eu espero que mais e mais mulheres possam se inspirar nela e que todas tenham o direito de liberdade!


A equipe do Bleeza quer saber quem são as mulheres inspiradoras na sua vida! Conta pra gente!


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